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segunda-feira, 12 de julho de 2010

[Entrevista] MC Marechal


Carioca, inovador, fundador do selo 'Um Só Caminho' e da Batalha do Conhecimento, ícone do RAP nacional... estas são algumas caracterísitcas do MC 'Sangue Bom', Marechal !

DOC: Primeiramente, satisfação em entrevistar um ícone do RAP Nacional. É uma honra pra toda equipe do blog ter você aqui !


Marechal: Eu que agradeço a oportunidade...Obrigado pelo respeito e saibam que é recíproco..

Um só caminho...


DOC: Qual sua visão do cenário do RAP Nacional e quais as maiores diferenças de quando você começou pra atualmente?


Marechal: Minha visão atual não é diferente da de antes, o foco é a busca por conhecimento e o objetivo é a transmissão da mensagem através da Música.

Agora... A maior diferença histórica, acredito que seja: Quando começei a maioria não tinha os mínimos recursos, porém.. mais amor...

Lembrem-se que o que move as coisas não é um computador...


E outra coisa...Existe um pesquisa que diz que 80 % das conversas começam com o o assunto clima, tipo:


- tá quente hoje né ?

- tá...

- acho que não vai chover não...

- é...


Na moral... Chuva ou Sol, saiba utilizar seu tempo com coisas relevantes e saiba que dos dois precisaremos nos proteger um dia.


DOC: O que você acha da nova geração do RAP e quais MCs ou grupos você indicaria ?


Marechal: Acredito que é muito boa e com pessoas cada vez mais informadas...


Para citar um MC: RASHID

Produtor: Luíz Café


DOC: Como um dos idealizadores da Batalha do Conhecimento, quais suas expectativas da realização pela primeira vez em São Paulo ?


Marechal: As maiores possíveis. Acredito que faremos história!!! A batalha do conhecimento é meu projeto de vida e parte da concretização do que prego nas músicas.



DOC: Bom, você é um adepto do Twitter. O que acha da internet como ferramenta pros músicos ?


Marechal: Uso para divulgar as ações... Para divulgar as idéias uso Música, que atrai pessoas e conversamos sobre as idéias de perto...


DOC: Recentemente você lançou o single Sangue Bom e prepara também o clipe da música, como foi filmar na Festa Luv e o que podemos esperar do vídeo ?


Marechal: O Vìdeo é como a música. Simplesmente um diálogo entre eu e Matheuzinho jogando video game...

Foi como a música foi concebida, é nosso primeiro vídeo e espero que saia legal ... Estamos aprendendo...

Vou esperar para ver a reação da rapazeada... Estou dependendo apenas dos amigos da edição...


DOC: Conte-nos um pouco sobre a MUROBR e qual sua relação com o mundo da moda.


Marechal: A MURObr é minha vida, estou me dedicando 100% a este projeto. Acredito que a MU= Música + RO= Roupas ampliam a mensagem do som.


As peças de roupas seguem os temas das músicas e uma leva a outra para lugares diferentes.

Teremos coleções de vários artistas: Rashid, VERSU2, SLIM, PROJETO NAVE etc..Cada uma vindo com músicas relacionadas as estampas..

Não entendo de "Mundo da Moda"... Meu objetivo é ampliar a mensagem do MUNDO DO SOM

www.murobr.com


DOC: Suas considerações finais, links, etc..


Marechal: ASSINEM A PETIÇÂO!! #LIBERDADE PEDRADA!! http://bit.ly/b8Xs3v


Respeito aos Verdadeiros...

www.umsocaminho.com.br


No twitter @mcmarechal


Seguimos na luta...

Um só caminho...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Entrevista: Quem é Luiz Café (por Bgame)



O DJ e produtor Luiz Café ultimamente tem aparecido bastante com suas produções para alguns dos MCs da Um Só Caminho como MC Rashid e MC Marechal, no entanto o cara obviamente não começou agora e muito menos só produziu esses artistas, estamos aqui pra falar um pouco sobre a trajetória desse talento que agora vem sendo reconhecido pelo seu trabalho.

DOC Recordz (Bgame): Coé Luiz, tranqüilidade? Vou começar essa entrevista com uma pergunta clássica, como você se interessou pelo RAP e quais são suas influências dentro da música?

Luiz Café: Tranqüilidade irmão! Eu comecei a me interessar por Rap escutando, Furacão 2000, Rap Brasil, Gabriel O Pensador, Ndee Naldinho, Thaíde & DJ Hum, alguns que não lembro o nome, e claro! Racionais. Eu tenho bastante influência de RnB, Jazz , Soul , Funk , Rock, etc.. Ultimamente quanto mais estranha for a canção , mais ela me chama a atenção! Hehehe! No geral minha influência maior é a musica que me passa algum sentimento, seja o estilo que for.

DOC Recordz (Bgame): Falando de produção e inicio de carreira, quando você começou nessa parada, quais foram as condições de trabalho e aperfeiçoamento que você trabalhava, e quais artistas caminham com você desde o início?

Luiz Café: Nossa! Se não me engano acho que comecei pelo ano 2000, 2001. Me lembro que assistia um programa de Rap que passava na TVE chamado “Hip Hop Sul”, e neste programa tinha um bloco divulgando alguns grupos que estavam precisando de integrantes , DJ , MC , B.Boy, etc... Eu tinha um grupo com um amigo chamado Tuca, o nome era “Base Adicional” onde eu cantava as musicas junto com ele, só que minha parada era ser DJ, então um dia o Tuca foi na minha casa dizendo ter visto no “Hip Hop Sul” um MC precisando de um DJ, e o endereço era bem perto de minha casa e tal, “meio que me limando do grupo”, rsrs! Então eu anotei e fui no tal endereço, fiquei conhecendo o Robson NR, que tinha um grupo chamado “Rima Nociva”, começamos a ensaiar com um mixer feito por mim com um disjuntor de luz, uns fios e compensado de madeira , depois eu consegui um toca disco de pau onde levava debaixo do braço pra cima e pra baixo nas apresentações e nos ensaios. Hoje eu agradeço ao Robson por ter me apresentado as pessoas que movimentavam o Rap gaúcho, pois graças a eles eu estou onde eu me encontro hoje. Trabalhei com muitos artistas deste meio e de fora também a partir desta época, infelizmente hoje em dia não trabalho com ninguém deste começo, mas vou levar este sentimento pra toda a vida, foi o meu PRIMEIRO DEGRAU e o primeiro degrau é o mais importante para mim.. sem este degrau a minha escada da vida não existiria.

DOC Recordz (Bgame): Ultimamente você bombou suas produções apresentando beats nos sons do Marechal, Rashid, Emicida. Qual a sua relação com os artistas da ‘Um Só Caminho’, e como é seu dia dia de trabalho no estúdio?

Luiz Café: Então! Minha relação com estes artistas é extremamente familiar, principalmente com o Marechal que acreditou na minha dedicação, me chamando para dar inicio as atividades da organização Um Só Caminho. Ele me colocou pra morar um tempo em sua casa me apresentando seus pais, que hoje em dia considero minha família também, eu os amo. O meu dia a dia de trabalho é bastante corrido, mas no estúdio eu tento manter a mente tranqüila para que tudo saia de acordo com o planejado. As vezes eu não me controlo, chego de manha passo 3 jarras de café e saio só na manhã do dia seguinte, já pensando no que devo trabalhar quando acordar. Cara! Essa p**** é minha vida, na moral.

DOC Recordz (Bgame): Falando da cena Hip Hop no Brasil, podemos perceber várias investidas dos artistas para a mídia e com o objetivo de profissionalizarem ainda mais seus projetos, dentro desse contexto, como você acha que o RAP no Brasil está se portando e irá se portar daqui pra frente?

Luiz Café: Bom! Como o Rap ira se portar no Futuro eu já não sei! Mas pessoalmente o que eu vejo no Rap nacional ultimamente, é que a maioria esta preocupada com estilo, prazos imagem, e com uma frase de efeito, e acabam não percebendo que a música Rap ta ficando cada vez mais fraca, previsível e limitada, por se preocuparem tanto com esses fatores. Eu escuto musicas recém lançadas igual musicas de 10 anos atrás, só que o sentimento não é igual o de 10 anos atrás, apenas técnicas ultrapassadas ou rimas elaboradas , e outras tentando acompanhar o mercado atual que chega á ser engraçado de tão forçado. O público do Rap acaba se sujeitando por achar que o Rap é só isso, na minha opinião a “Música Rap Nacional” ainda esta andando em círculos, com algumas exceções! Eu estudo esta parada todos os dias , pesquiso, peço ajuda e opinião de quem acho que pode me ajudar. A meta é todos os dias aprender algo novo, para tentar pelo menos tirar um som criativo, que seja digno do meu esforço. O público do Rap é fiel aos artistas, e merece que os artistas sejam fiéis ao publico do Rap. Por isto devemos nos esforçar e aprender algo novo todos os dias, tentar explorar cada vez mais a nossa criatividade, mantendo o Foco! Por que nós “Não Devemos Forçar a Música”

DOC Recordz (Bgame): Finalizando, gostaríamos de agradecer a atenção , e fazermos a ultima pergunta. Quais são seus próximos planos e projetos, e o que podemos esperar de inovação do Luiz Café daqui pra frente?

Luiz Café: Que isso irmão! Eu que agradeço tua atenção! Então, meu plano é investir cada vez mais na música, tentando oferecer a melhor qualidade possível para quem escuta esta parada! Tenho planos para o futuro de lançar um “Porradão de 5” , onde irei convidar alguns artistas próximos e outros que admiro para realizar este projeto. De concreto é isso. Falando de inovação , hoje em dia é bem difícil fazer algo novo, por que muitas coisas já foram bastante exploradas, e o que o ouvinte pode esperar de mim daqui pra frente é algo pelo menos sincero.

Muito obrigado pelo respeito Família! Muita Fé.

Um Só Caminho...

Contato: 21 8141-5738

E-Mail: luizcafemusica@gmail.com

Twitter: @luiz_cafe

Myspace: www.myspace.com/luizcafe

Site: www.umsocaminho.com.br

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Entrevista com o rapper WELL


1° Primeiramente WELL gostaríamos de saber como você começou sua carreira?

Mano, primeiramente queria dizer que é uma satisfação imensa estar respondendo essa entrevista ta ligado, ai, digamos que o rap entrou na minha vida logo quando eu era um moleque correndo na rua, zuando com os chegados na Zona Leste de São Paulo, o primeiro Rap que ouvi foi “Diário De um Detento” do Racionais mc´s, comecei a procurar mais sons, e fui ficando fissurado pelos instrumentais gringos,me mudei para Olinda-PE; fiz meu primeiro Rap aos 12 anos de idade no muro do colégio onde estudava,lembro que na minha letra eu falava sobre paz e guerra,mostrava pros outros garotos da sala,e só balançavam a cabeça tipo “que legal”, eu sabia que pra eles aquilo era uma simples folha com rabiscos, más pra mim já era uma conquista,lembro de ter lido aquele pedaço de papel umas 50 vezes no mesmo dia (risos),desde então tudo o que escrevia guardava dentro de uma caixa embaixo da cama,hoje vejo que fiz bem em manter meu objetivo e não desistir quando riram de mim.

2° A quanto tempo você canta rap, e porque o vulgo “ WELL ”?

Ae, sempre tive o sonho de ser um Rapper, más nunca a oportunidade tinha passado por perto de mim, até que fui no show de um rapper nordestino “Tiger” (Faces do Subúrbio), no qual depois do show ele desceu e me cumprimentou na maior humildade,naquele dia eu parei e pensei “Realmente, é isso que eu quero pra mim “ daí mantive o sonho focado,dias depois comecei a ter contato com o rapper KBSSA , o qual me levou pela primeira vez ao estúdio,lembro de ter escutado cada palavra dita por ele naquele dia isso foi em meados de Julho ou Agosto de 2009 desde então to na correria com projetos e parcerias, o vulgo WELL vem do trampo, já tive vários apelidos más esse foi o que ficou .. (risos)

3° Qual e a sua relação com gravadoras profissionais?

Pra falar a verdade até agora não tive nenhum contato com uma gravadora profissional ta ligado,todas as idas para o estúdio estão saindo do meu próprio bolso,a vida Rap aqui no Nordeste, principalmente em Recife ou Olinda é meio ‘escondida’ dentre os outros ritmos regionais,más quando alguma estiver interessada e a proposta atender meus objetivos estarei disponível sim.

4° Quais são os seus objetivos?

Meu objetivo no movimento é ter o devido respeito, vejo tanto “Mc” falando disso, daquilo, ás vezes nem é isso mesmo o que pensam ou querem, tenho como foco proporcionar uma cena onde pode-se ouvir um Rap em qualquer lugar ta ligado? ouvir no carro,no club, ou até mesmo em casa sem que o vizinho olhe pra você e te julgue pelo estereotipo de preconceito que empregam em você, só por ouvir um bom rap,ou só por andar de aba reta.Quero que o Rap tenha o devido respeito que ele merece ta ligado, ter as portas abertas também como qualquer outro ritmo, afinal qual seu significado? Não é Ritmo e Poesia? Então...se eu puder estar envolvido nisso,serei o maluco mais satisfeito mano,


5° Na sua opinião qual é a importância do movimento hip hop (o RAP, dj, break e o graffite) para as comunidades carentes?

Super importante, não só o hip Hop,más qualquer tipo de música que tiver ali com o intuito de beneficiar a comunidade,más já que o exemplo aqui é o hip hop, então vamos lá... Se em cada quebrada tive-se um grupo de rap, oficina de graff, ou até mesmo uma crew muitos jovens teriam um objetivo pra seguir e lutar por seus ideais, digo isso porque em algumas letras de Rap você vê incentivo, vontade de lutar, palavras de conforto, auto-estima tudo isso é muito importante para um jovem em formação e também para quem ta buscando por um caminho melhor,eu luto por isso,luto por cada moleque que me vê na rua e diz “e ae Well, firmeza? Tem som novo? “ta ligado?acho muito importante a cultura hip hop ser empregada nas quebradas,afinal é uma espécie de “cultura das ruas”


6° Como está sendo essa parceria com a banca “ Da'Friburgo ” ?

Essa parceria surgiu através de um mano meu “G7”, agente se conheceu no trampo,mostrei uns sons meus...Lembro que na época tinha gravado um som no ‘gravador do celular” e mostrei pro G7, e ele me apresentou o cunhado dele ‘’ Mis$o’’ (CEO da Da´Friburgo),então ele me deu um CD Mix/Mixtape dele, agente gravou uns sons juntos e até hoje o respeito prevalece ta ligado,fazemos shows, gravamos sons,etc.

7° WELL , o que o hip hop fez em sua vida e o que você era antes e
depois dele ?
o Hip Hop, com todos os seus ‘‘pilares” me fez um cara mais responsável e ‘ligado’ com as paradas do dia a dia mano, tipo eu era um cara comum como qualquer outro más depois que conheci o Rap, conheci a cultura.. nossa mano... o rap foi como uma “ Porrada de atitude” dada a mim, depois que comecei a escutar as letras ou melhor, depois que comecei a entender as letras, meu pensamento amadureceu.Depois disso não tenho mais medo de falar o que penso,ta ligado,mantenho sempre a cabeça erguida mesmo batendo de frente com os obstáculos que me aparecem.O Rap é a saída pra muito jovem que ta na vida errada mano,ta entendendo? O Rap tem o poder de “conscientizar” as pessoas tru, más o Rap não é só uma música onde só se deve falar sobre ideologia e etc; ele defende a liberdade de expressão, Rap pra mim é a essência, trato ele como “Ritmo e Poesia” o que eu puder escrever nele eu escrevo, posso dizer com toda a certeza “Sou um cara bem melhor depois disso”

8° Quais foram as bandas ou grupos que mais influenciaram você?
(risos)...mano se eu te disser que a metade do que eu ouvia antes eu não escuto mais agora, você acredita? Nossa tinha muito som que eu curtia antes que hoje em dia eu não consigo nem escutar mano, não sou daqueles caras que dizem: - ‘ah, eu escutava Jorge Ben Jor, Chico Buarque e etc. muito cara que ta começando agora no Rap diz isso só para quem ta de fora pensar “pow, esse cara é isso ou aquilo”.. não mano,eu não cresci escutando os sons deles, respeito o trampo dele ta ligado, más posso dizer que como a maioria dos rappers eu curto o som do Racionais Mc´s, curto também o Costa a Costa,Eminem, Lil jon, VadiosLokos, Viela 17, C4, Mv Bill, Marcelo D2, hoje em dia eu escuto rap Nacional, muito mais Rap Nacional do que Gringo,.. Nossa mano, são vários os nomes em que poderia citar aqui, muitos vão ler isso aqui que escrevi e vão dizer ‘aff, esse cara é isso ou aquilo...”, más digo uma coisa: -Eu sou real,irmão, e luto pelos meus ideais,não tenho receio em falar o que penso não, afinal Deus deu a vida pra cada um cuidar da sua né mano,”...(risos)

9° O que você acha sobre a internet para o movimento, você
acha q ajuda ou prejudica?
Acredito que antigamente tudo era mais difícil pra todo mundo mano, más agora com a internet tudo se tornou muito mais fácil e acessível pra todos ta ligado, se eu quero divulgar uma parada eu vou lá e “pá” mando pra milhares de pessoas, uma vez eu li uma entrevista em que o 50 cent (se eu não me engano...) falava assim “... não tem como agente fugir da internet, nossos sons mais cedo ou mais tarde vão cair na net,sou a favor dos Downloads porque tomo isso como ‘divulgação’, o negócio e soltar o som na net, fazer a divulgação e ganhar dinheiro com os shows, esses sim dão dinheiro”... acho que o que ele disse resume bem o que acontece hoje em dia ta ligado, antigamente pra você ser bem divulgado você tinha que vender tantos Cd´s, fazer tantos shows, hoje em dia você mora em tal lugar, faz um som e manda lá pro outro lado do mundo ta ligado, antes pra você fazer uma parceria com alguém você tinha que estar no mesmo estúdio com a pessoa, ou sei lá, hoje em dia você faz tudo isso pela internet...essa é uma boa ferramenta pra quem ta na cena,e completamente indispensável !

10° O que você tem a dizer para os leitores?
Ae tru, pra terminar queria mandar um Salve pra todo mundo que leu essa entrevista ta ligado, um salve pra todo mundo que está sempre apoiando o movimento, e dizer que muita coisa ta evoluindo não podemos ser “Cabeças fechadas”, vamos encarar as coisas com maturidade e quero dizer também para os rapper´s que tão começando agora (como eu) que a vida é dura, se você realmente quer isso pra você, tem que levantar da cama e fazer a correria que eu dia aparece,todo mundo é capaz mano, corra atrás do seu sonho e não se deixe abalar com qualquer queda, é isso um Salve pra todos #Tamojunto família.




sexta-feira, 19 de junho de 2009

D.O.C. entrevista Thig Smith (Ex Relatos da Invasão)

D.O.C. - Thig, o grupo 'Relatos de Invasão' surgiu em 1998, como foi a história de inicio do grupo e o porquê do nome?

THIG - O Relatos da Invasão surgiu de minha autoria com o DJ Pitucho, quando eu tinha 13 anos. Nós entregavamos folhetos de um supermercado, aqui no Jaçanã ,o Pitucho tinha umas pickups e gostou quando eu fazia freestyle na rua enquanto distribuia os jornais do mercado, dai ele falou: "Vamos montar um grupo! Eu tenho uns toca discos da gradiente", eu respondi "Demorô tio", então eu pensei, tem que ser um nome louco e diferente, analisei a nossa personalidade de invandir certas coisas e lugares que é natural de algumas pessoas pobres, você não tem que invadir o que é seu por direito, foi quando tive a idéia de "Relatos da Invasão", porque eu queria mudar o RAP, invadir televisão, rádios, tomar de assalto mesmo, e fazer tocar as músicas relatando nosso dia a dia, daí o Pitucho concordou e assim ficou até hoje.

D.O.C. - O som 'Jaçanã Picadilha' se tornou um grande sucesso na cena, como foi a repercussão do mesmo?

THIG - Eu nem esperava, sinceramente, analisando os padrões comerciais antes do disco, pra mim era mais fácil estourar uma musica mais pista, mais baile. Eu pensava e ainda penso assim, mas o DJ king e o DJ marco tem grande culpa neste fato estarrecedor (Risos). O Marco começou a tocar assim que ele ouviu a guia que eu fiz na Mundi aqui em SP, já tinha gente me ligando pra falar. O King nos viu cantando em um baile aqui chamado central acústica e pegou meu telefone, ligou e pediu a música, eu enviei para ele e ele já estava tocando na rádio e em todos os bailes que ele toca no Brasil, foi louco isso, dois anos antes de sair o disco, pra nós foi sensacional, um disco com um hit antes, fazendo shows, agradeço muito a Deus.

D.O.C. - Falando sobre o CD do Relatos, como surgiu o interesse do selo do KL Jay em apostar em vocês?

THIG - O KL Jay estava gravando o Cagebe no DJ QAP, então ele ouvia tudo o que o QAP estava gravando, ouviu algumas músicas nossas alem da Picadilha, e me trombou no sintonia, falou que tínhamos que lançar o disco, eu fiquei super contente. Passado o lançamento do disco do Cagebe já estávamos masterizando o nosso com o KL Jay e o QAP, somos parceiros da mesma quebrada, então ficou fácil também, temos algumas idéias parecidas então a identificação foi natural, sou muito grato ao KL Jay ,DJ QAP Edi Rock e outros.

D.O.C. - Como aconteceu a parceria com a emissora de televisão MTV? E o que você acha sobre o RAP na televisão?

THIG - Tudo aconteceu graças ao belíssimo trabalho da nossa assessora de impressa, Tatiana Ivanovic, ela realizou a parceria de projetos como "Promo MTV" (aquele que passavam as vinhetas nossas gravadas, identificando o myspace)a MTV nos recebeu muito bem e sempre respeitou nossas opiniões em tudo, sou muito grato a Tatiana e o pessoal da emissora.

D.O.C. - Como foi a idéia de filmar o clipe da música Jaçanã Picadilha'? E como aconteceu todo o processo?

THIG - Queríamos fazer o clipe a muito tempo mas não qualquer clipe, poxa, a musica estorou, foi além do RAP na minha opinião, porque tocou até nas festinhas blacks e tal, o que hoje para o rap nacional é uma coisa muito difícil, então queríamos um clipe a altura, aceitamos o convite de Alexandre da "Kutur Studio", que em parceria com a Nike nos proporcionou um grande clipe com câmeras e acessórios extraordinários, demorou, mais pelos comentários das pessoas acho que conseguimos fazer um clipe a altura da musica e da proporção que ela merecia.

[CLIPE OFICIAL]Jaçanã Picadilha - Relatos da Invasão

D.O.C. - Como está a cena do RAP Nacional atual na sua opinião? E o que você acha sobre os sons mais voltados para as pistas e baladas?

THIG - Maluco, essa é loucura pra responder,mas vamos lá, a cena do RAP nacional em relação há 9 anos atrás está morta, eu era pivete e acompanhei muitos shows, festas, bailes que hoje já não se desenvolvem assim com grande facilidade,isso se deve a uma série de complicações, problemas e defeitos que tivemos, mas o bom é que os rappers são seres humanos e também estão aprendendo com seus erros, mas como ouvinte ainda ouço muitos RAPs ruins nas rádios, músicas chatas, só gente reclamando da vida e tal, sinceramente não consigo escutar muito, mas tem uma rapaziada ai, não vou dizer nova porque temos aí pessoas mais antigas também, renovando suas opiniões, e este pessoal ainda não está tocando bem, batendo nas rádios, mas eu acredito que na hora que as pessoas tiverem acesso, vai ficar legal o RAP. Algo do tipo que você consiga ouvir quando estiver no rolê de final de semana com sua mina ou com seus parceiros. Quanto as músicas para pistas, isto é só uma continuação de respostas da pergunta anterior um dos motivos que o RAP perdeu seus adeptos, foi a falta de entretenimento, o RAP ainda é atrasado, muito atrasado no Brasil, por algumas pessoas, eu também gosto de grupos antigos, curti muito a década de 90, mas estamos na era do Lil Wayne tio, não adianta, os caras ainda querem ficar protestando contra o governo, contra a vida, não tem jeito irmão, eu também nasci pobre, não adianta chorar, tenho que correr atrás do prejuízo e buscar direitos no dia a dia, não reclamando em cima do palco pra pessoas que estão para ouvir algo para sua distração, o RAP virou música pra se ouvir em casa e refletir, não pra ir ao baile pegar uma mina e tirar um barato, ficou um clima tenso, as letras levam a isso, e pra terminar, o RAP perdeu o respeito porque antigamente alguns DJs queriam tocar, mais não tinham muitas músicas que saíssem do contexto pobreza e favela, aí quando surgiram grupos com idéias diferentes não eram mais respeitados pelos DJs, tem muito valor para os DJs que preferem tocar a musica gringa com melhor batida e ninguém sabe o que está dizendo, e eles tem certa razão, o RAP errou, e muito.

D.O.C. - Pra finalizar, como anda os projetos do disco o solo? E as correrias com o grupo Relatos?

THIG - Então irmão, o Relatos da Invasão continua realizando shows e cumprindo a agenda, até porque acabamos de lançar o vídeo clipe no começo de 2009, mas não estamos fazendo mais músicas juntos, temos algumas prontas, mas eu irei dar prioridade ao meu trabalho solo. Já estarei lançando um single com três músicas novas que estou finalizando no estúdio do DJ QAP para o pessoal ir tendo uma previa do que será meu disco solo, e pretendo dar continuidade nesse trabalho, divulgando, fazendo vídeo clipes e shows, também estou fazendo shows com Ed Rock, KL Jay e o Sombra, o projeto se chama "Ed Rock, KL Jay e convidados".

sexta-feira, 1 de maio de 2009

D.O.C. ENTREVISTA CABAL

D.O.C. - Como você conheceu o RAP, e como surgiu seu interesse por ele?

CABAL - Conheci o RAP e a cultura Hip Hop com 8 anos, quando eu morei em Nova Iorque com a minha mãe. Eu sempre gostei muito de basquete e o RAP é a trilha sonora do streetball, então surgiu o interesse.

D.O.C. - Quais foram, e são suas influências na música?

CABAL - Thaide & DJ Hum, SP Funk, Racionais MCs, Sabotage, Chorão, Cazuza, Raul Seixas, Disco D (RIP), Jay-Z, Kanye West, Lil Wayne... Atualmente to ouvindo muito Drake, Joe Budden (e todo Slaughterhouse), French Montana, Max B...

D.O.C. - Como foi o começo da sua carreira? Teve muito preconceito por você ser branco de classe média?

CABAL - Minha carreira começou naturalmente, em 2003 com a música "Senhorita". Eu nunca planejei ser rapper, era uma brincadeira que ficou séria. Preconceito teve e tem até hoje, mas eu ignoro e até me divirto, então não sofro o preconceito.

D.O.C. - Como aconteceu a parceria com o DJ Hum e o grupo Motirô?

CABAL - Eu conheci o DJ Hum no Brancaleone, um dos clubs mais tradicionais de Black Music em SP nos anos 90. Mostrei minhas rimas, ele curtiu e depois de um tempo, ele mandou um 'loop' do que seria "Senhorita". Eu escrevi, nós gravamos e o resto é história. O grupo Motirô foi criado após o sucesso da música "Senhorita". O que quase ninguém sabe, é que "Senhorita" era uma música do CABAL com participação de DJ Hum e Lino Krizz, mas por falta de experiência, aceitei formar o grupo. Pra quem acha que eu abandonei eles, a Universal queria me contratar como artista solo. Eu convenci a Universal a fazer 2 contratos, 1 solo pra mim e 1 pro grupo, mas eles não aceitaram e assinaram com outro selo. De qualquer jeito, sou muito grato ao DJ Hum e ao Lino Krizz por me ajudarem a entrar no jogo.

D.O.C. - Como foi subir no palco do Grammy, pela música "Vida Marvada" feito com o Chitãozinho e Xororó, e como aconteceu essa música?

CABAL - Foi mágico! O jeito que aconteceu foi muito engraçado. No primeiro dia de gravação do "PROva Cabal", um DJ me ligou, falou que tava no estúdio com os caras e eles queriam gravar comigo. Eu não acreditei, mas perguntei qual estúdio, ele falou estúdio Mosh. Inacreditavelmente, era o mesmo estúdio que eu estava a caminho pra começar a gravar meu primeiro disco. Quando eu cheguei, ele estava na porta, me levou pra técnica e os caras estavam lá. Eles falaram que eram meus fãs e que o Junior, filho do Xororó, tinha falado muito bem de mim. Fizeram o convite, eu aceitei, nós gravamos e eu fui muito criticado, mas o Grammy calou a boca de muito falador (risos). E ainda tem zé povinho que fala que foi a gravadora que armou.

D.O.C. - Qual foi o melhor lugar que você ja fez um show? E porquê?

CABAL - Foram tantos... Brasil todo, Estados Unidos, Europa, Japão. Mas vou falar do meu primeiro show, que pouca gente sabe. Eu fui com o Bomba em um show do Thaide & DJ Hum com o Marcelo D2. No meio do show, o Thaide chamou o Bomba e o Bomba me puxou pro palco (risos). Eu fiquei nervoso, mas consegui mandar um verso e fui elogiado por meus ídolos, então foi um bom começo.

D.O.C. - O que você acha que falta na cena do RAP nacional para ela se igualar ao RAP americano?

CABAL - Falta tanta coisa... Se igualar, eu acho que nunca vai, mas pra crescer, precisamos de mais PROfissionais, menos artistas e mais trabalhadores, menos rappers e mais fãs. Falta mais organização e planejamento, mas nós estamos trampando pra mudar isso.

D.O.C. - Qual foi a maior realização de sua carreira?

CABAL - O sucesso de "Senhorita" e o Grammy Latino, mas a maior realização vai ser colocar o RAP na mídia, de verdade!

D.O.C. - Sobre suas tatuagens, quantas você tem? E como foi ser tatuado pelo Mr. Cartoon?

CABAL - Perdi a conta (risos), vai juntando uma na outra, aí já era. Ser tatuado pelo Mister Cartoon foi como ser produzido pelo Disco D. Eu me considero um dos melhores, então gosto de trabalhar com os melhores. E eu falo direto com ele, shout out to my man Mister Cartoon and my man Ben Baller.

Bruno A.K.A. BGame - Como você ve o mercado músical do Brasil, no geral? As radios, gravadoras, produtoras tem a mesma força de antes?

CABAL - O jogo mudou. Hoje, a internet é a melhor ferramenta tanto para artistas independentes quanto para as majors. O mercado musical, no geral, perdeu força com a pirataria e os downloads, agora imagina o mercado do RAP. As rádios, gravadoras e produtoras não tem a mesma força, mas ainda tem força e muito preconceito contra o Rap, principalmente o brasileiro. Depende da gente mudar isso.

Bruno A.K.A. BGame - Qual a dificuldade que um artista tem pra se lançar no mercado, emplacando um hit? Você ainda tem vontade de emplacar mais um como o Senhorita?

CABAL - Essa pergunta é séria? É MUITO difícil, você sabe! E o dia que eu não tiver mais vontade de emplacar um hit, eu faço como o shawlin e me aposento (risos). Os caras acham que eu sou forçado a fazer músicas "comerciais", mas eu faço o que eu amo. Viajo o mundo e tiro onda, tá ruim?

Jaqueline F.S. - Cabal, nas sua várias parcerias feitas, tem alguma que você gosto mais que outras? E quais experiências você tirou com elas?

CABAL - Gostei muito de trabalhar com o BRAZA, Disco D, saudades... Quero gravar de novo com o P. Rima (alguém me ajuda a convencer ele a voltar a gravar). Oscar Tintel, todos os artistas da PROHIPHOP/SoulPRO e meu maior parceiro nas músicas hoje em dia, Dima aka Riztocrat. "AC/DC" ta ficando monstro, muito, graças a ele. Que experiência eu tirei? Que ninguém trabalha mais que eu (risos).

Jaqueline F.S. - Até quando você pretende continuar com a Cquarta?

CABAL - Até a Cquarta # 104, quando completa 2 anos!

D.O.C. - E o boato sobre uma suposta música com Lil' Wayne, é verdade?

CABAL - Quem viver, verá...
Logo mais "Operação Hércules" e "AC/DC", antes disso, o novo single "Não Pare".
Salve Bomba, Jacksom e Thaide, é o Rap mainstream brasileiro.
Valeu Matheus e D.O.C., sucesso pra vocês!

D.O.C. - Salve todo mundo que participou da promoção "Pergunte para o Cabal", recebemos várias perguntas fodas! Parabéns para BGame, Kharylin Sandy e Jaqueline F.S!